domingo, 27 de março de 2011

Nego Fugido - Entre Folhas



Por conta da aproximação do 19º Encontro da ANPAP (Associação Nacional de pesquisadores em Artes Plásticas), este ano realizado nas cidades de São Félix e Cachoeira, foi proposto pela Profª Dra. Maria V. Gordilho Martins a elaboração de uma obra que dialogasse com o tema proposto: “Entre Territórios”.

Para a confecção desta obra artística foi apresentado um projeto em formato de coletivo, o “Entre Folhas” no qual artistas visuais seriam convidados a trabalhar usando como suporte material, ideológico uma Folha de fumo. A escolha deste como suporte deve-se ao seu fator simbólico de ligação com o contexto cultural / histórico da região do recôncavo, onde o ciclo do fumo e da cana-de-açúcar no o séc. XVI e XVII representavam moeda de scambo entre esta região e a África, inserindo no comércio local, uma economia baseada na mão-de-obra escrava (negra e indígena).







A foto escolhida foi retirada de um ensaio realizado na cidade de Santo Amaro em julho de 2008. Fui convidado a fazer um registro fotográfico da manifestação cultural Nêgo Fugido, grupo folclórico do Recôncavo Baiano.

Aproprie-me da fotografia e propus conciliar representação x real, montando a imagem figurativa (foto) no formato de mosaico. A folha seria a matéria-prima, assim como fora para a fabricação dos charutos. Essa ideia me estimulou, visto que, desconstruir uma imagem digital contemporânea e reconstruí-la com uma matéria primitiva, pareceu-me uma atitude anacrônica, mas só aparentemente. Trocar pixels por fragmentos de folhas...


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Foto-síntese para flores mortas





Exposição coletiva dos Mestrandos do PPGAV
A Exposição “Há... vezes penso”, foi aberta no 05.09.2010, na Galeria Cañizares, EBA/UFBA O coletivo de artistas esteve formado por 07 mestrandos, sob a curadoria do Prof. Dr. Ricardo Barreto Biriba.


Foto-síntese para flores mortas é uma tentativa de trazer à tona uma visualidade que não dialogue apenas a questão da representação de signos urbanos, mas pelo desejo de evidenciar através de um recorte, objetos quase invisíveis, insignificativos materialmente, sem importância diante da dinâmica materialista da metrópole em constante transformação. Registrar esse fugaz refugo poético como anseio de “restabelecer” um espaço onírico dentro de um regime racional funcionalista instituído e legitimado pela urbe. A Instalação tem como objeto referencial um ponto de ônibus da empresa JC Decaux, que foi importado para Salvador durante a gestão do prefeito, na época, Antônio Imbassaí, a fim de substituir os antigos abrigos feitos de concreto armado.

O título faz menção em forma de metáfora, as flores e folhas mortas que vão se depositando sobre a superfície do vidro do ponto, caídas de uma árvore que se encontra ao lado. A fotografia é uma das linguagens utilizada na instalação, registrando pela luz (condição irrefutável da fotografia), o depósito das flores que fizeram dali seu túmulo. A analogia poética entre fotografia e fotossíntese está no uso comum da luz e suas implicações no processo de gêneses que cada uma estabelece de forma diferenciada como a vida (existência) e a morte (recorte). Se para viver as plantas precisam de Luz, o mesmo pode - se dizer quanto à condição de existência da imagem fotográfica.


domingo, 12 de setembro de 2010

Autômatos




Neste experimento proponho uma re-leitura de objetos do organismo da urbe, que se ramificam por quase toda ela. Os elementos (rede elétrica) deste cotidiano urbano serviram como “mídia” para uma criação subjetiva de representações espaciais / ficcionais. O processo de elaboração e maturação da pesquisa visual desenvolveu-se através de excursões nas ruas e avenidas; observando, analisando, fotografando cada objeto a ser integrado na obra - como uma “assemblage digital” (mas aqui, bidimensional) - além da manipulação digital por programas específicos que sobrepõe às imagens. Essa investigação sustenta-se no desejo de apreender o estranhamento sensorial / perceptivo do meio urbano - um espaço em constante transformação, movimento sinergético entre objetos, arquitetura e transeuntes.

Dimensão: Back Light: 60 x 40 x 12 cm

Ano: 2010


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

LUZ






O Mestrando Genilson Conceição da Silva (Vitor Venas)
A Exposição “LUZ – Transfigurações Poéticas do Sagrado” – aberta de 16.07. a 31.07.2010, foi realizada no Museu de Arte Sacra da UFBA.
A exposição é o resultado parcial da sua pesquisa do Mestrado em Artes Visuais da EBA/UFBA.
Orientado pela Profª Drª Maria Celeste de Almeida Wanner.

Performer: Wagner Lacerda
O efeito "Matriz" na imagem foi conseguido com o uso de Lasers.